quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Eu te amo

Eu te amo gravemente
Como onda sem paciência em pedra aguda,
Como quem invadido por luzes e cores,
Como quem engole o dia.

Eu te amo dolorosamente
Como quem sonha e acorda triste,
Como quem come e não engorda,
Como quem chora de alegria.

Eu te amo violentamente
Como medo de não ter,
Como brinquedo de corda,
Como bola de cristal que não pressente.

Eu te amo simplesmente. (Giovanni)

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O coração, órgão que pulsa,
É casa de todos os sonhos e quimeras.
É a casa da colina
Onde mora a alegria.
É onde tudo desemboca
E de onde tudo diverge.

O coração é meio cego,
Meio surdo, meio leso...

O coração quer e sabe ser feliz
Mas, caminha teimoso,
Como se não houvesse dono pra satisfazer
Nem dar satisfação.

O coração não tem coração.

terça-feira, 13 de março de 2007

Ai, ai...

Nada mais será como antes,
mesmo que o encontro não seja arte
e o reencontro seja incerteza.
Pois, todos os meus pontos de vista têm notado o teu sorriso;
E, todas as minhas convicções reafirmam o teu abraço urgente.
Pois no teu instinto há um exalar de amizade.
E no teu comportamento brincas de ser ideal.
Admiro-te, mesmo quando nada fazes.
Admiro-te quando ages e, sem forçar, encantas todas as possibilidades.

(Giovanni)

Nem sei!

Posso traduzir-te como "um pouco mais de vida";
como luz que invade retina e supõe-se desperto e menos dor.
Pois, no bosque chamado Solidão mora um anjo,
cuja voz embala sonhos e esperanças,
E cujo gesto é cataplasma contra dor,
Cataplasma de amizade e de carinho.
És um pouco água,
Um pouco ponte,
Um pouco resposta,
Um tanto busca...
E eu, de uma vez por todas, quebra-cabeça...
Imaginário retumbante...
Coração boquiaberto...

(Giovanni)

quarta-feira, 7 de março de 2007

Pois é...

Se precisar, tomo remédio pra não esquecer: ESTOU VIVO, ESTOU VIVO, ESTOU VIVO...

Giovanni

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Dia de Maria!

Hoje, morreu um pedaço de mim...
Hoje, eu morri...
Pois, morre-se quando o que se acredita mente...
Morre-se quando há mais dor que prazer num aperto de mão...

Mas, o mais difícil é te enterrar...
Vivo e respirante...
Por não entender que apesar de tudo...
Não precisas merecer amor pra ser amado...
Nem de amizade pra ser... a-mi-go: palavraquenãoexiste.

Giovanni

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Nothing...

Cada vez que eu te olhar frente a frente,
Nos seus azuis os meus castanhos,
Saberei da tua vida e dos teus desejos;
Serei cúmplice, simplesmente, por perceber-te.
E, ainda, quando tocar nos teus dedos e formos entrelaçados,
Tua mão será apenas parte da minha,
Mas, entenderei a tua ansiedade, o teu "relax",
Até a tua transpiração.

Jamais terei teu tamanho,
Nem tua cara, nem teu instinto.
Jamais vou parecer-me contigo completamente.

Mas, não vou correr atrás.
Vou te esperar, assim, a caminhar sublime.
E, nas minhas diferenças,
Vou ser teu mais que de mim mesmo
E vou proclamar-nos almas gêmeas.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Sem cabeçalhos...

Há um enredo chamado Vida
E uma linha chamada História
Há uma voz interna chamada Sonho
E uma correnteza chamada Realidade...

Nada é do jeito que se quer...

Há uma mente contida de tanta revolta
Uma porta entreaberta pr'um'alma encoberta
Um quiçá chamado Futuro
Um lugar inerte chamado Morte (mova-se!)
E um porvir já lotado de esperança...

Nem todo que espera alcança.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

No title, no label...

Não é primeira vez que somem
o chão, o céu e o corrimão...

Não é primeira vez que secam toda a chuva
E abafam o sol com panos de mormaço...

Pois é...
Não é primeira vez que me refaço...

(Giovanni)

No headings... sorry!

Quero que guarde todos os meus gestos.
Fartos ou parcos;
Os de sim, os de não;
Os ditos e não ditos;
Os de indignação e os de carinho...

Quero que guarde minha voz;
Nos momentos de silêncio,
Nos suspiros,
Nas sensações dos sentimentos,
Na lembrança dos discursos e do ato falho...

Quero que guarde meu olhar,
Na sombra que seu corpo faz,
Por diante ou por detrás;
Leve a perseguição.
Leve a proteção.

Guarde tudo o que quiser de mim,
Em gavetas fáceis de abrir e fechar,
Sem segredos,
Sem emperrar a vontade de rever,
Sem enterrar ossos de tanto ofício...

Sendo assim,
Você poderá me recriar,
Toda vez que puder...

(Giovanni)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Sem títulos... please!

Hoje levantei com dor de poesia,
Pressionei com dedos algumas partes de mim
Como quem procura pontos vitais e quer a todo custo "acupunturar" a letra
E, desassociar daquela dor as inevitáveis lágrimas furtivas
Mas, não era dor de corpo.

Sinto tanto, sinto muito.
Ah, se houvesse remédio pra dor...
Dor de escrever...
Dor de "escrevidão".

Ah, se houvesse opção de acordar, às vezes, sem dor de ser,
De não ter vontade de contar o que quer quer seja a senhor ninguém.

Tenho medo da tamanha dor que geme a mão,
Treme a alma e percebe-se envolto em lírica agonia;
Tenho medo de tentar calar todas as minhas vozes,
Ensurdecer, e morrer de tanta poesia engasgada.

Giovanni