domingo, 1 de março de 2009

...

Amar é ser anjo...
Amar é ser anjo de alguém...
Amar é ter asas, daquelas grandes como jangada...
Mas estar inteiramente ancorado em coração...

Ser anjo é amar...
Ser anjo é amar alguém...
Ser anjo é ser jangada, grande como asas...
E ser alado no limite da prisão...

Amar é ser cupido de si mesmo e mais algum...
Ser anjo é ser culpado de si mesmo e mais ninguém...
Alado, inteiramente ancorado na prisão: limite do coração.

Giovanni

sábado, 27 de dezembro de 2008

Maybe

Faz tempo que não chove...

Está chovendo...

Talvez você chegue...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Nosso Amor

“Nosso amor-sete-vidas, sublime,

Envolto em casca banal de ansiedade

Não se permite esquecer pra lembrar.


É tanto abraço que temos exposto,

Como fratura, desgosto,

Não posso tocar sem largar.


E, quando adianta o aceno,

O faz tão pequeno, sem tchau,

Mesmo sinal pra voltar.


E eu não vejo porta, não vejo saída,

Nosso amor-sem-opção, amor-ferida,

Não me deixa ir sem ficar.


Nosso amor não sabe amar sem precisar”


Gigio

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Eu te amo

Eu te amo gravemente
Como onda sem paciência em pedra aguda,
Como quem invadido por luzes e cores,
Como quem engole o dia.

Eu te amo dolorosamente
Como quem sonha e acorda triste,
Como quem come e não engorda,
Como quem chora de alegria.

Eu te amo violentamente
Como medo de não ter,
Como brinquedo de corda,
Como bola de cristal que não pressente.

Eu te amo simplesmente. (Giovanni)

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O coração, órgão que pulsa,
É casa de todos os sonhos e quimeras.
É a casa da colina
Onde mora a alegria.
É onde tudo desemboca
E de onde tudo diverge.

O coração é meio cego,
Meio surdo, meio leso...

O coração quer e sabe ser feliz
Mas, caminha teimoso,
Como se não houvesse dono pra satisfazer
Nem dar satisfação.

O coração não tem coração.

terça-feira, 13 de março de 2007

Ai, ai...

Nada mais será como antes,
mesmo que o encontro não seja arte
e o reencontro seja incerteza.
Pois, todos os meus pontos de vista têm notado o teu sorriso;
E, todas as minhas convicções reafirmam o teu abraço urgente.
Pois no teu instinto há um exalar de amizade.
E no teu comportamento brincas de ser ideal.
Admiro-te, mesmo quando nada fazes.
Admiro-te quando ages e, sem forçar, encantas todas as possibilidades.

(Giovanni)

Nem sei!

Posso traduzir-te como "um pouco mais de vida";
como luz que invade retina e supõe-se desperto e menos dor.
Pois, no bosque chamado Solidão mora um anjo,
cuja voz embala sonhos e esperanças,
E cujo gesto é cataplasma contra dor,
Cataplasma de amizade e de carinho.
És um pouco água,
Um pouco ponte,
Um pouco resposta,
Um tanto busca...
E eu, de uma vez por todas, quebra-cabeça...
Imaginário retumbante...
Coração boquiaberto...

(Giovanni)